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Tinha que acontecer. Um silêncio de meses. Um hábito interrompido. Um recomeço (eternamente) adiado. E quando regresso por fim, todo lampeiro, como se nada fosse, a humilhação. A porta que não abre à primeira, atirando-me à cara a vergonha de ter esquecido, assim de repente, em que bolso trago a chave.