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Noites esbranquiçadas

Não são noites brancas. São noites esbranquiçadas. O Pedro é mais voraz do que era a Alice (dorminhoca que tinha de ser acordada à força para mamar) e desperta-nos de três em três horas, sem contar com as vezes em que temos de lhe mudar muito mais do que a fralda (a pilha de bodys e babygrows sujos vai crescendo de forma exponencial).
Quer isto dizer que o nosso sono, por estes dias, se assemelha a um puzzle a que faltam algumas peças, embora nunca se deixe de perceber a figura que desenha. Não estamos no domínio da insónia, sublinhe-se, mas antes numa espécie de descanso suspenso, perfeitamente tolerável quando olhamos, meio zombies, às cinco da manhã, a serenidade do nosso bebé: vermelhusco do esforço, KO de cansaço, mas com um ar saciado e feliz da vida.